
O cometa Lulin, que desde mês passado cruza os céus, ficou hoje fora de visibilidade.
Em boa verdade, o termo “visível” nunca foi muito adequado, pois este cometa tem um brilho tão discreto que se torna quase impossível vê-lo olho nu, pelo menos nas zonas urbanizadas. O seu brilho é extremamente fraco, oscilando entre a 5ª e a 6ª magnitudes, ou seja, já no limite da visão humana.
Em todo o caso, Lulin (assim chamado por causa do observatório que primeiro o detectou) marcou a sua presença nos céus, um percurso que acompanhou de perto a eclíptica. Percorreu nada menos que quatro signos, começando em Escorpião e deslocando-se rapidamente, à razão de 5º por dia, até Leão. O seu movimento na direcção contrária à dos signos levantou muitas especulações, apesar de ser uma ocorrência bastante comum. Com efeito, Lulin não é o primeiro, nem será o último, cometa a movimentar-se contra-zodíaco; quanto a isso, nada de mais, apesar do muito que se tem especulado. O que já é mais invulgar é a sua proximidade à eclíptica, e a sua grande velocidade.
Quanto aos aspectos interpretativos… adiantamos desde já que se fazem sentir sobretudo a nível político e social; os efeitos nos mapas pessoais são mínimos. Além disso há que recordar que em Astrologia tradicional o efeito de qualquer corpo celeste é proporcional à sua visibilidade (a sua luz), pelo que neste caso podemos antecipar efeitos algo discretos…
Em todo o caso, aqui fica o mapa do seu percurso, durante o período de visibilidade.

(imagem Luís Ribeiro)
Para um estudo mais aprofundado sobre este cometa sugerimos o artigo (em inglês) de Luís Ribeiro, publicado no jornal The Tradition, que saiu hoje.
Um blog para os estudantes de Astrologia que gostam de compreender o que observam nos céus!
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